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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Com a presença da China, Conselho de Segurança não chega acordo sobre conflito na Ossétia do Sul

China comparece à reunião do CS. Rússia e governo chinês não concordam com envio de tropas de paz da ONU.

O debate sobre o conflito na Ossétia do Sul divide o Conselho de Segurança. Com a presença da delegação chinesa, que segundo os outros países era peça importante na discussão, o Conselho não chegou a uma definição sobre o envio de tropas de paz da ONU, principalmente em virtude da forte posição contrária de China e Rússia, que acusam Estados Unidos e o Reino Unido de tentarem aumentar suas influências na região do Cáucaso com o uso dessa força de paz.

Neste conflito, Georgia e Ossétia do Sul se acusam mutuamente de terem iniciado os ataques e alegam terem agido defensivamente. O Reino Unido, com apoio americano, defende o plano dos seis pontos acordados pelos líderes Sarkozy e Medvedev. Este plano define ações para o fim do uso da força, das operações militares e o retorno de tropas georgianas e ajuda humanitária.

China não comparece à reunião do Conselho de Segurança e trava pauta de discussões.

Falta da delegação chinesa gera impasse sobre urgência dos temas.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas iniciou hoje, sem a presença da delegação da China, as discussões em torno de temas importantes que abordam a segurança internacional e os direitos humanos. A falta da presença da delegação da chinesa travou inicialmente a colocação da ordem de urgência dos assuntos em pauta. Como potência influente na região da África, sua ausência dificulta o debate em torno de conflitos sensíveis como os ocorridos em Darfur, no Sudão, país que conta com o apoio do governo comunista.

Segundo diplomata presente na delegação norte-americana, a falta da China pode de inicio afetar as discussões, podendo essa ausência ser uma posição oficial do governo chinês ou não. O delegado americano também não descartou outros problemas que tenham impossibilitado a presença chinesa.